Análise | Capitão América 2: O Soldado Invernal

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Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014) é a sequência da história de Steve Rogers iniciada em Capitão América: O Primeiro Vingador e interpretado por Chris Evans. O filme foi dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo. Apesar de estar muito distante de ser ruim, a película falha em algumas áreas onde seu predecessor acertou.

Sinopse: Enquanto tenta se adaptar ao mundo contemporâneo, Steve Rogers se une a Viúva Negra para enfrentar a ameaça do Soldado Invernal e de uma S.H.I.E.L.D corrompida.

Trabalho de roteiro

Assistir à ‘Capitão América 2: O Soldado Invernal’ é quase como voltar à década de setenta, durante a Guerra Fria. Em partes, isso se deve ao plot, criado em torno de uma paranoica teoria de conspiração. Disso, é claro, estavam cientes tanto o produtor Kevin Feige, quanto os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely. Afinal, a trama se baseia em um antagonista de origem soviética: o Soldado Invernal. Contudo, parece que os envolvidos não notaram os problemas provenientes de suas decisões.

A parte negativa de fazer sua audiência se sentir de volta a determinado período do passado é que, na maior parte dos casos, isso significa que ela não será apresentada a nenhuma novidade. Em outros termos, a produção em questão não oferece nada que não tenha sido visto em ambos filmes de conspiração ou filmes de super-heróis. Assim, apesar de entregar um roteiro relativamente bem escrito, o trabalho não surpreende a qualquer um que já tenha assistido meia dúzia de filmes do gênero.

Evidência de que a obra não entrega nada além do esperado está em seus inúmeros clichês, previsíveis e intermitentes. Seja na forma de um vilão que revela seu plano, e em seguida acaba permitindo que os mocinhos escapem; de um personagem querido que supostamente morre, mas eventualmente revela ter forjado sua morte, ou então de constantes deus ex machina, os clichês não param de surgir. Por isso o espectador sabe, do início ao fim, que nada está em risco.

Capitão America 2 O Soldado Invernal
Marvel Studios/Capitain America-The Winter Soldier/Divulgação

 

Atributos técnicos

Com o orçamento de um bockbuster – aproximadamente 170 milhões de dólares – o filme atinge belos efeitos especiais. Dessa forma, a obra segue entregando o pouco além do esperado de uma produção Marvel. 

Também é perceptível, principalmente durante as longas cenas de ação, que o CGI vem em primeiro lugar neste filme. Ou seja, cada disputa física ou combate possui uma alta atratividade visual, garantindo que cada explosão seja tão crível quanto possível. Por outro lado, não há esforço criativo em tais cenas, já que a maior parte delas parecem existir apenas graças a computação gráfica. 

Coreografias são o forte de ‘Capitão América 2: O Soldado Invernal’, pois elas proporcionam o melhor da ação da obra, além de proporcionarem momentos icônicos. Igualmente bem sucedida é a atuação, tanto daqueles que executam-nas quanto daqueles que se abstém do embate físico.

Por fim, o trabalho de som é o pior que a obra tem a oferecer, tendo em vista que é exaustivamente barulhenta, provocando desconforto e limitando a digestão de emoções positivas. 

Capitão America 2 O Soldado Invernal
Marvel Studios/Capitain America-The Winter Soldier/Divulgação

 

Considerações finais

Capitão América: O Soldado Invernal não é capaz de agregar ao gênero nada de novo ou impactante. Além disso, seu desempenho poderia ser atingido por qualquer diretor razoável com o mesmo orçamento.

 

Por Sergio Sbeghen

Capitão America 2 O Soldado Invernal
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