Análise | Capitão América: Novas Ordens Mundiais

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Capitão América: Novas Ordens Mundiais, marca o fim do longo e aclamado run de Ed Brubaker (Demolidor, Gotham) à frente do título de Steve Rogers. Publicado originalmente pela Marvel Comics, no Brasil ela recebeu acabamento de luxo em 200 páginas, reunindo as edições de 11 à 19, sendo que as 15, 16, 17 e 18 têm roteiros de Cullen Bunn (Deadpool). O encardenado também conta com quatro desenhistas, dentre eles Patrick Zircher, Mike Deodato Jr, Scot Eaton, Steve Epting.

Roteiro

Novas Ordens Mundiais é continuação direta de Capitão América: Sonhos Americanos, então, caso você não tenha lido essa história confira nossa análise clicando no título do encardenado.

Ed Brubaker prodigalizou uma das maiores fases do Capitão, e, apesar dessa ser umas das histórias mais fracas dele não a transforma num material ruim. Pelo contrário, é bom, só não está em tão elevado nível quanto os demais.

Temos mais uma vez Rogers, unindo forças com Falcão, Cascavel, Dum Dum e Sharon Carter (Agente 13) para combater a Hidra, agora controlada pela Rainha Hidra e pelo Codinome Bravo. A edições iniciais, escritas por Ed, fluem com muita velocidade, sendo muita mais visual. Num certo ponto é legal a fluidez, mas fica parecendo que não havia muita história para ser contada, e encheram de cenas de ação.

Marvel Comics/Capitão América: Novas Ordens Mundiais/Divulgação

É trabalhado um abalo no relacionamento de Steve e Sharon, e nesse tremor entra em cena uma antiga paixão de Rogers. É interessante analisar esse aspecto de como a moral do Capitão se comporta em sentimentos delicados como esse. A Agente 13, assim como em Sonhos Americanos, está fenomenal. Ela é representada como uma personagem forte e capaz de derrotar até os maiores vilões do Capitão.

Apesar disso, as edições de Cullen se arrastam um pouco e tomam proporções nível Vingadores com destruições em massa, e acaba fugindo da levada que o Brubaker trazia.

As histórias do Sentinela da Liberdade sempre disponibilizaram ótimas oportunidades para fazer críticas sociais, e nesse caso não é diferente. Obviamente que os exemplos da HQ são levadas ao extremo, mas são bem atuais e é construído de forma bem contundente.

O Legado

A edição dezenove é uma história que todo e qualquer fã do Capitão iria se arrepiar. Brubaker fecha seu run com uma linda homenagem à Rogers juntando vários elementos simbólicos discutidos durante sua fase à respeito do que é ser o Capitão América.

Marvel Comics/Capitão América: Novas Ordens Mundiais/Divulgação

O roteirista demonstra entender intimamente o significado do personagem, o que ele representou em sua origem e representa hoje, buscando uma perspectiva e traçando um paralelo de seus anos no título e os principais acontecimentos da vida de Steve.

Arte

Os artistas são bons, com destaque para Patrick Zircher e Steve Epting. Scot Eaton, que conduz a história ao lado de Cullen, faz um bom trabalho, mas nada excepcional ou diferenciado.

Marvel Comics/Capitão América: Novas Ordens Mundiais/Divulgação

Patrick deixa a HQ com um tom um pouco mais Noir e misterioso, que condiz com essa primeira temática desenvolvida por Brubaker. Já Steve Epting recebe atenção pois foi ele quem desenhou as primeiras edições desse longo run do Capitão.   

Considerações Finais

Apesar da passagem mediana de Cullen em algumas edições do copilado, o que torna a HQ inferior as do Capitão da linha Marvel Delux, vale a pena finalizar esse run por conta de ser a última e que finaliza a run de Brubaker.

Por Geraldo Campos 

 

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Deixe um Comentário

Veja também

Análise | Enola Holmes

Enola Holmes é um filme original da Netflix, que adapta o livro Enola Holmes: O Caso do Marquês Desaparecido. O longa é dirigido por Harry

Leia mais >
Fechar Menu