Análise | Capitão América: O Primeiro Vingador

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Lançado no ano 2011, ‘Capitão América: O Primeiro Vingador’ abriu caminho para todos os filmes subsequentes da maior franquia cinematográfica da história. Assim, sob direção de Joe Johnson, e com as interpretações de Tommy Lee Jones, Chris Evans e Hugo Weaving, o longa conquistou o público e possibilitou um dos arcos de personagem mais apreciados pelos fãs de super-heróis.

Sinopse: Steve Rogers, um jovem rejeitado pelo exército americano, torna-se cobaia do experimento que o transforma em um Super-Soldado. Agora, suas ambições são de fazer sua parte na Guerra.

 

Trabalho de roteiro

Em sua origem, o Capitão América foi, acima de tudo, parte do esforço de guerra dos Estados Unidos. Desde sua primeira aparição, o personagem era capaz de transmitir a moral de uma nação na forma de entretenimento acessível para a população. Por essa razão, a melhor forma de apresentar o heróis em uma concepção moderna é, certamente, através do reconhecimento do passado de Steve Rogers. E isso é algo que o filme em questão faz com maestria. Afinal, durante toda a primeira parcela da película, Capitão América se resume a uma ferramenta de propaganda.

Apesar desse acerto espetacular em seu roteiro, o filme ainda sofre com um ritmo cambaleante, que perde parte de seu apelo eventualmente. Em outras palavras, o filme poderia fazer uso de mais dinâmica entre as passagens de sua trama, a fim de que não carregasse cenas de um marasmo desnecessário. Por outro lado, quando a trama decide avançar, ela faz isso com verdadeira emoção, conectando-se com o público dramaticamente.

Capitão América: O Primeiro Vingador
Marvel Studios/ Capitão América: O Primeiro Vingador/Divulgação

 

Atributos técnicos

Para a infelicidade de alguns, o filme de Joe Johnson não possui grandes ambições estilísticas. Ao contrário, ele se mantém com os pés fixos no chão, incapaz de criar composições visuais que fixam-se em sua memória ou fazem-lhe desejar vê-las mais uma vez. Contudo, isso não deve ser visto como um defeito per se, já que a narração de uma história de origem para seu personagem central parece ser o ponto mais importante para o estúdio responsável.

Em adição à isso, o longa é recheado de personalidades que poderiam facilmente habitar corpos de pessoas reais, que vivem fora do microcosmos de sua película. Em parte, isso se deve à atuação excelente do elenco, que foi perfeitamente selecionado para o trabalho, e a sua direção. Quanto às interpretações, destaca-se, obviamente, a de Chris Evans.

Capitão América: O Primeiro Vingador
Marvel Studios/ Capitão América: O Primeiro Vingador/Divulgação

 

Considerações finais

‘Capitão América: O Primeiro Vingador’ possui a dosagem perfeita do patriotismo estadunidense. Ou seja, sem se besuntar em nacionalismo, a obra ainda é capaz de comover a audiência com os ideais de seu protagonista, conectando a ação e o drama da guerra com o romance de seus personagens. Ainda assim, o trabalho de Johnson nunca se dedica a sair de sua zona de conforto, impedindo que sua obra exceda os padrões do que é meramente bom.

 

Por Sergio Sbeghen

Capitão América: O Primeiro Vingador
Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Deixe um Comentário

Veja também

Análise | Solitário

Publicado no Brasil em 2019 pela editora Pipoca & Nanquim, o material francês escrito e desenhado por Chabouté (Um Pedaço de Madeira e Aço, Moby Dick),

Leia mais >
Fechar Menu