Análise | Carnificina Absoluta

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Escrito por Donny Cates (Venom, Thor) e desenhado por Ryan Stegman, “Carnificina Absoluta” é uma saga da Marvel Comics publicada no Brasil pela Panini em três volumes de formato mensal em lombada canoa.

Roteiro

Apesar de saga ‘Carnificina Absoluta’ depender da leitura mensal da revista ‘Venom’, não é difícil entender o plot básico da história, por isso não precisa ter receio em ler o material. Junto à isto a introdução da Panini situa bem o leitor e permite o entendimento.

Marvel Comics/Carnificina Absoluta/Divulgação

Infelizmente isso se deve também a simplicidade da história, que tem seus momentos legais, mas não é lá grande coisa. O começo é interessante, o Carnificina quer despertar o Deus da mitologia simbionte, chamado Knull, coletando códex de pessoas e até heróis e vilões que já hospedaram o Venom. Nesse desenrolar Donny Cates trabalha inicialmente com Eddie Block e o Homem-Aranha, e os diálogos entre os dois são bem divertidos. Entretanto, conforme o roteiro se desenvolve e outros personagens vão sendo somados ao conflito, esses momentos acabam e o roteiro se limita à sua simples introdução.

É uma história divertida, quanto a isso sem dúvidas, além disso é muito rápida ser lida, pois não possuem muitos diálogos e nada que precisa ser explicado, pois os roteiros giram em torno do Carnificina juntar os códices e os heróis evitarem. Existe outros dois núcleos menores sendo trabalhados, um do filho de Eddie, e outro com o Criador; herança do universo Ultimate, mas que no fim não é nada grande coisa.

Heróis de Figurante

As participações dos outros heróis como por exemplo o Capitão América, o Coisa e o Wolverine é muito fraco e só preenche espaço, muito diferente se comparada a última saga da Marvel; Guerra Dos Reinos. Até o Hulk que ao final da segunda edição deixa um baita gancho, acaba sendo meio decepcionante em sua resolução no último volume. 

Marvel Comics/Carnificina Absoluta/Divulgação

De certa forma essa ausência de uma história propriamente dita acaba sendo compensada por cenas de lutas memoráveis, principalmente pelo Aranha. Na verdade o Homem-Aranha rouba as cenas em que está presente, Cates tem muito mérito em conseguir acertar a mão com tanta facilidade nesse aspecto, lembrando um pouco o que Tom Taylor fez em O Amigão Da Vizinhança.

O final da saga é um dos pontos mais fracos, porque ela simplesmente não entrega um final. Ok, sabemos que HQs são assim, elas não simplesmente terminam, mas nesse caso, quando você terminar de ler a saga, terá que procurar nas próximas revistas do Venom a real final daquele arco.

De certa forma Cates coloca os personagens em situações de muitíssimo alto risco e oferece saídas e resoluções muito práticas, o que incomoda pois cada vez mais as expectativas da HQ diminuem, e mesmo que a situação seja crítica, existe um contorno muito gratuito e simplista.  

Arte

Stegman é sem dúvidas um dos pontos mais altos da Saga. Suas ilustrações são bem bonitas e cinematográficas. De certa forma é bem visceral a narrativa gráfica, o que faz total sentindo, partindo do vilão Carnificina cono o vilão da HQ.

Marvel Comics/Carnificina Absoluta/Divulgação

Considerações Finais

É um ótimo material para quem quer curtir uma parada despretensiosa de porradeira, mas que não passa de um feijão com arroz com muito soco e desfechos simples. Uma HQ que parece ter pressa para acabar, e que no fim, não acaba, só te convida a ler a mensal do Venom, infelizmente.

Por Geraldo Campos

 

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