Análise | DComposição/DCeased

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DCeased ou DComposição, é uma minissérie de seis edições escrita por Tom Taylor (Homem-Aranha O Amigão da Vizinhança) e desenhada por Trevor Hairsine e Stefano Gaudiano. Publicada originalmente pela DC Comics, no Brasil a Panini publicou o copilado em acabamento de luxo, com capa dura em 240 páginas; contendo alguns extras e uma bonita galeria de capas. 

Roteiro

A ideia do roteiro à principio é relativamente simples e até batida: ‘vamos transformar nossos heróis e vilões e zombies’. Falando assim chega a aparecer desestimulador ler o material, mas não se engane. 

Na HQ Darkseid invade a Terra com seu exercito de parademônios e trava uma extensa batalha, na qual a Liga da Justiça sai vencedora. Entretanto, pouco antes de deixar o planeta, o Lorde de Apokolips diz que está indo embora e que não voltará, pois já tem o que precisa. A frase deixa os membros da Liga confusos, e Batman logo percebe que o Cyborg não está mais no nosso setor espacial. 

DC Comics/DComposição/Divulgação

Darkseid sequestrou Cyborg, pois cada um guarda em si metade da Equação Anti-vida, entretanto, ao tentar retirar a equação do herói as coisas dão muito erradas, e enquanto Cyborg volta para a Terra por meio de um tubo de explosão, Apokolips é totalmente destruída.  

A equação, tendo como hospedeiro zero o Cyborg, passa a se proliferar por toda a rede de internet do planeta, e todo aquele que está conectado a rede e olha para um celular, por exemplo, é infectado pela equação e começa a se alto consumir.  

O primeiro ponto positivo esta na forma como isso tudo acontece, e o segundo é maneira como Tom Taylor conduz toda a narrativa e a consequência dos efeitos do vírus; é simplesmente frenético, com pausas precisas para desenvolver o entendimento da trama (situando o leitor) e aprofundar o peso emocional, já que por se tratar de um universo alternativo muitos heróis morrem.

Magia, Tecnologia, e Muita Porrada

Tom Taylor utiliza vários heróis na trama, e mistura magia, tecnologia, com é claro, muitas cenas de luta. Entretanto, apesar de ser uma HQ com muita ação ela não é gratuito, existe um contexto relevante por traz e com uma boa carga dramático; os personagens não simplesmente morrem, há um peso nessas mortes.

Taylor consegue equilibrar o material distribuindo os momentos de pancadaria, humor, luto, e seus vários pontos altos. E de toda a certeza, onde ele mais acerta é na caracterização dos personagens e a química entre eles. O Batman é um dos homens mais inteligentes do mundo, e faz jus na HQ. O Arqueiro verde tem uma das melhores pontarias do mundo, e também faz jus na HQ, e por ai vai. No que diz respeito ao Superman e a Mulher Maravilha, como símbolos de esperança, está muitíssimo bem representado. 

DComposição
DC Comics/DComposição/Divulgação

John Constantine faz uma participação relativamente considerável, e de certo modo é legal. O que é um tanto estranho ainda, para fãs do selo Vertigo, é essa representação dele soltando poderes pra lá e pra cá, e infelizmente (ou não), esse é o John que veremos pela frente quando estiver inserido num contexto com outros heróis.

Além de conseguir fazer esse bom desenvolvimento, recheada de lutas épicas e momentos emocionantes, a história tem um final realmente surpreendente, diferenciado e gratificante. Fica uma ponta solta aqui e outra ali, mas que provavelmente são propositais para uma possível continuação. 

Arte

Os desenhos são bons e viscerais nas representações dos infectados pelo vírus e na ambientação de um cenário avassalador e pós-apocalíptico, da mesma forma que funcionam quando precisam emocionar.

DComposição
DC Comics/DComposição/Divulgação

A distribuição de quadros é bem dinâmica e auxilia muito na fluidez da leitura. Texto e arte estão em total harmonia. 

Consideraçãoes Finais

DComposição é uma HQ que sabe trabalhar muito bem com os elementos do universo dos heróis da DC, utilizando o contexto de um mundo pós apocalíptico zombie com muito sucesso. Coberto de momentos marcantes e lutas memoráveis, o quadrinho de Tom Taylor é adrenalina pura.

Por Geraldo Campos
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