Análise | Cursed – A Lenda Do Lago – Primeira Temporada

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Cursed – A Lenda Do Lago, é uma série original da Netflix que explora o gênero fantasia, concentrando-se nos aspectos medievais, além de utilizar dos elementos da Lenda do Rei Arthur. A série é baseada na obra literária de Frank Miller, autor de grandes sucessos das HQs como Batman: O Cavaleiro Das Trevas e 300, que também é produtor dessa primeira temporada, estrelada por Katherine Langford (13 Reasons Why).

A Premissa

O universo de Cursed utiliza diversos elementos das Lendas do Rei Arthur, na verdade esses são os alicerces para a construção da temática de Cursed, e que funciona muito bem.

Na história temos Nimue, uma jovem do povo Feérico com habilidades místicas, quando um dia sua aldeia é atacada pelos Paladinos Vermelhos; um exercido da Igreja cujo objetivo é exterminar todas as culturas e pessoas consideradas pagãs. Nesse ataque Nimue sobrevive e o roteiro em si passa a ser desenvolvido.

Outros personagens de suma importância são Arthur (que não é Rei, ou nobre cavaleiro, e sim um gatuno) e Merlin (esse sim continua sendo mago e conselheiro de Reis). É interessante ver a desconstrução desses personagens fazendo deles mais humanos; Arthur é um bandido cheio de dívidas e Merlin, mesmo sendo um grande mago, é também um grande alcoólatra.

Netflix/Cursed – A Lenda Do Lago/Divulgação

Infelizmente, Nimue, acaba decepcionando um pouco. A personagem é fraca e não tem carisma, e por vezes seu núcleo de desenvolvimento de personagem fica cansativo em muitos momentos. Isso acontece principalmente no desenvolvimento de romance entre ela e Arthur; é chato, fraco, e o casal não convence. Bem diferente do que vimos com ‘The Witcher’, que apresenta protagonistas muito mais bem desenvolvidos. Somados a isso existem outros personagens com potencial e muito carismáticos que acabaram não sendo usados tanto, como Pym e o “Monge Choroso”

No contra-peso disso, Merlin é um baita personagem. Todos os momentos em que ele se apresenta em cena são interessantes, bem como a história de seu passado. Além disso o fato dele ser alcoólatra não é simplesmente gratuito, o que é bem legal.

Atributos Técnicos

A série é visualmente bem bonita. A fotografia agrada e convida o espectador a admirar as paisagens mostradas. Na contra-mão disso algumas coreografias de lutas são fracas, mas isso não é um erro persistente, é até interessante observar que algumas cenas de ação são fracas e outras satisfatórias. A série trás uma violência gráfica considerável. Sangue jorra e rola uma mutilação ou outra explícita.

Os “vilões”, por assim dizer, são um dos pontos mais fortes. Os Paladinos Vermelhos, e a instituição Igreja se estabelecem como grande ameça ao povo Feérico, e conforme vão surgindo outros reinados envolta da busca pela “Espada Do Poder” ou Excalibur para os íntimos, a história vai se tornando mais atraente. Destaque ai para “O Monge Choroso”que é um dos personagens mais impactantes junto ao Merlin. A magia é bem utilizada, bem como a mitologia das histórias clássicas do Rei Arthur.

Netflix/Cursed – A Lenda Do Lago/Divulgação

Durante o desenrolar da história são levantados de forma sutil alguns temas sociais. Por se tratar de uma obra que trabalha com vários povos, preconceito racial é um tema recorrente, mas homossexualismo e fanatismo religioso também são trabalhados. 

Num dado momento o roteiro fica meio arrastado, poluído com cenas descartáveis e diálogos esquecíveis. Parece que não sabiam o que fazer mas precisavam fechar os dez episódios. Mesmo assim a série entrega um bom final com revelações empolgantes, que despertam a vontade de querer ver mais.  

Considerações Finais

Cursed tem suas falhas na construção de uma protagonista de presença, entretanto, o bom roteiro, mesmo com seus momentos mornos, consegue empolgar. Além disso as ameças e alguns outros personagens são tão bons que acabam “segurando a barra”. Sem dúvidas o ponto mais alto da série é seu final, que parece preparar o terreno para algo muito bom e, apesar da série ter seus aspectos negativos, os positivos ainda conseguem se destacar com mais intensidade.   

 

Por Geraldo Campos
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