Análise | Homem-Aranha: Até As Estrelas Esfriarem

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Dando continuidade a Saga Marvel da Panini Comics, Homem-Aranha: Até As Estrelas Esfriarem é o segundo volume dessa coleção. O material é escrito por J. Michael Straczynski e desenhado por John Romita Jr, que dão continuação ao volume anterior em que ambos também trabalharam juntos, em Homem-Aranha: De Volta Ao Lar. A HQ reúne as edições de 36,39-45 de The Amazing Spider Man, mais alguns extras bem interessantes.

Roteiro

Logo de cara é extremamente importante lembrar que essa edição depende diretamente da leitura do volume um (De Volta Ao Lar), visto que é uma continuação direta. Apesar disso, a primeira história dessa HQ não possui essas amarras, e no aspecto dessa edição estamos falando da história de melhor qualidade, mas vamos contextualizar. 

Marvel Comics/Homem-Aranha: Até As Estrelas Esfriarem/Divulgação

Estamos em 2001, ano do maior atentado terrorista em solo america em que dois aviões foram sequestrados com passageiros e lançados contra as Torres Gêmeas, num ataque coordenado pelo grupo terrorista islâmico chamado Al-Qaeda. Foram 2996 mortes, e o mundo parou para entender o que estava acontecendo pelas televisões e rádios de todo o planeta.   

Em Dezembro desse mesmo ano a Marvel lança a edição 36 do Homem-Aranha, com a capa toda em preto com o título da revista. A HQ foi uma das primeiras manifestações artísticas de ficção a tratar do tema, e Peter Parker teve forte impacto na época. 

No que diz respeito ao produto nacional, a Panini preparou uma breve, porém boa introdução sobre essa edição, e vale muito a pena ser lida. E de fato, mesmo tendo leves problemas, é muito linda e emocionante a história, prestando uma homenagem sobretudo aos bombeiros, policiais e todos que realmente atuaram na amenizações do ataque.  

As demais edições se encarregam de dar continuidade ao que vinha sendo feito com o Aranha. Vários aspectos da descoberta de May passaram a ser trabalhados mais a fundo, e principalmente a relação entre a Mary Jane e Peter Parker foram desenvolvidas. E de maneira geral é bem interessante acompanhar esses acontecimentos.

De fato um Amigão

Além de acertar no desenrolar de MJ e Peter, a HQ tem um ótimo feeling para as piadas do Homem-Aranha e a forma como ele interage com outros heróis, como o Doutor Estranho no caso em específico. Ao mesmo tempo Straczynski consegue reunir momentos muito bonitos que demonstram os sentimentos mais nobres de Parker (isso mesmo fora da edição 36).

O que peca um pouco é o vilão de codinome Sombra, que é fraco e sem muita importância. Na verdade, o que se sente, é que ele se torna um pano de fundo para serem desenvolvidos outros diálogos que foram travados desde o volume passado. Não chega a ser necessariamente um problema, porque a forma como tudo acontece – o desenvolvimento em si – é muito bom.

O Doutor Octopus também é utilizado em certo momento, e entre no arco de história em empolgante. Nesse quesito de entreter e dar dinâmica à história a arte de Romita é essencial.

O equilíbrio que existe entre ser uma história do Aranha e do Peter, é assustadoramente eficiente. O Peter tem seu espaço de desenvolvimento, dentro do seu núcleo que se liga com as do Homem-Aranha, isso feito de maneira que não seja saturador de nenhum dos lados.

Arte

Como foi dito na análise de De Volta ao Lar, Romita não é o artista com o arco mais lindo ou coisa do tipo, mas no que diz respeito a fluidez, dinâmica, sensação de velocidade, e até mesmo imersão, Romita não erra.

Marvel Comics/Homem-Aranha: Até As Estrelas Esfriarem/Divulgação

Com destaque maior na edição 36, onde as estruturas do prédio, escombros e magnitude que é colocado no acontecido, está representado de maneira bem inteligente o atentado de 2001.

Considerações Finais

Uma HQ escrita de maneira inteligente, que diverte, emociona, e termina com gostinho de quero mais. O Homem-Aranha está em alto nível, acompanhado de dois grandes nomes do mercado de quadrinhos, que fazem um trabalho digno de ser lido por qualquer fã de super-heróis.

Por Geraldo Campos

    

 

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