Análise | Homem de Ferro 3

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‘Homem de Ferro 3’ (2013) é o último filme da trilogia protagonizada pelo personagem de Tony Stark. O longa foi escrito e dirigido pelo histórico Shane Black, cineasta conhecido por seu trabalho em ‘Predador’ (1989) e em ‘Nice Guys’ (2016). Apesar de seu currículo invejável, o roteiro do filme em questão é de uma qualidade questionável.

Sinopse: Quando o mundo de Tony Stark é despedaçado por um terrorista poderoso chamado de Mandarin, ele inicia uma jornada para reconstruir e retribuir suas ações.

 

Trabalho de roteiro

O aspecto mais contraditório e discutível do filme é sua escrita, pois apesar de ser chamada de preguiçosa, a verdade é que, até certo ponto, o roteiro parece bem trabalhado. Contudo, é em meados do segundo ato da obra que tudo segue ladeira abaixo. Isso ocorre graças à decepcionante quebra de expectativa que o roteiro apresenta. Afinal, durante grande parte de seu desenvolvimento, a película constrói um vilão que se esforça para parecer mau e perigoso, mas assim que tem a chance, o filme desmantela as verdades estabelecidas por si próprio e substitui o afamado oponente de Tony Stark por um antagonista meramente esquecível.

Decorrente, em partes, do anticlímax mencionado no parágrafo anterior faz-se presente um outro defeito de roteiro. Trata-se de um erro aparentemente proposital, pois é perceptível em inúmeros filmes de ação – em especial os protagonizados por super-heróis. Tal desacerto é nada além da ação rasa testemunhada em seu confronto final, que serve como denúncia involuntária de que CGI e explosões não fazem de um embate físico um momento rememorável, tampouco o torna épico.

Homem de Ferro 3

 

Atributos técnicos

É impossível deixar de mencionar a qualidade da computação gráfica de ‘Homem de Ferro 3’, porém isso não é inteiramente positivo. De fato, é um atributo positivo da película, acima da média se comparado a tantas outras obras. Ainda assim, não se trata do ponto mais alto da franquia quando se trata do tema em questão. Este não é, de forma alguma um defeito da obra. Contudo, trata-se de um aspecto digno de nota.

Assim como nos dois trabalhos anteriores da franquia, a interpretação de Robert Downey Jr. é exemplar. Afinal, o ator é capaz de entregar um personagem que, apesar de traumatizado pelos eventos ocorridos em ‘Os Vingadores’ (2012) ainda mantém sua atratividade cômica.

homem de ferro 3

 

Considerações finais

‘Homem de Ferro 3’ carrega os méritos relacionados ao entretenimento que é capaz de fornecer, mas falha por não ser capaz de aplicar nenhum sentido mais profundo do que o esteriótipo dos filmes de super-herói sugere. Em outras palavras, o filme poderia ser muito mais relembrado caso se dedicasse a fazer seu público pensar em algo que não as questões mercadológicas que limitaram a qualidade da obra.

 

Por Sergio Sbeghen

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