Análise | Liga da Justiça

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‘Liga da Justiça’ (2017) é um filme balanceado e divertido durante parte de sua duração. Por outro lado, não agrega nada às adaptações de quadrinhos e subestima seu público.

Sinopse: Determinado a restaurar a fé na humanidade e inspirado pelos atos egoístas de Superman, Bruce Wayne se une à Princesa Diana para enfrentar um inimigo ainda maior.

Trabalho de Roteiro

‘Liga da Justiça’ pode e deve ser considerado um filme incompleto. Além disso, deve ser lembrado como um trabalho medíocre. Afinal, não há nada bom aqui e, ainda assim, não há nada legitimamente ruim. A verdade é que, sem exageros, a película se parece com uma versão estendida de seu trailer, por não oferecer nada além.

É evidente que o roteiro da obra está repleta de adaptações, que acabaram por transformar o filme idealizado por Zack Snyder em um produto plástico e ignorantemente confortável. Por essa razão, o trabalho causa a sensação constante de que a obra subestima seu público, sempre explicando tudo verbalmente – o que é sabidamente um desrespeito à escrita de bons roteiros.

Quanto à apresentação dos personagens, é possível considerá-la aceitável, pois, ainda que imperfeita, ela é capaz de cumprir com o mínimo de esforço para fazer mais do que meramente introduzir cada herói através das falar de outros. Mesmo assim, seria inadequado dizer que todo o primeiro ato parece buscar reduzir o filme a um blockbuster criado sem qualquer objetivo além do financeiro.

 

Assim como ‘Capitão América – O Soldado Invernal’ (2014), a produção que une alguns dos personagens mais icônicos da DC falha estabelecer um vilão temível. Na realidade, o roteiro do filme não entrega nada além de um antagonista cliché, sem profundidade e facilmente substituível por qualquer outro.

Liga da Justiça
Justice League/Divulgação

 

Atributos técnicos

Tal qual a maioria de seus companheiros, ‘Liga da Justiça’ sofre por não saber fazer bom uso do CGI pelo qual opta aplicar. O resultado final é um vilão e um filme que parecem feitos de plástico. Em outras palavras, a obra acaba por entregar ao público um efeito visual deplorável, que poderia ser facilmente substituído pela qualidade gráfica de um videogame da geração passada.

Além do CGI, outra característica do filme que torna tudo plástico e mecânico é sua montagem, que emenda cada cena de maneira antinatural e aparentemente mal planejada.

Da mesma forma como acontece com todo o restante da obra, é difícil encontrar uma área do desenvolvimento criativo da película que mereça ser elogiada. Afinal, a produção é, na maior parte, esquecível, mesmo que saiba contar algumas piadas. Nem mesmo a atuação de Gal Gadot, consegue atingir um patamar mais elevado do que a média.

Liga da Justiça
Justice League/Divulgação

 

Considerações finais

Com pequenas pitadas de bom-humor em meio ao estilo sombrio da obra, ‘Liga da Justiça’ demonstra-se extremamente equilibrada. Ou seja, bastava um empurrão para qualquer lado para que o filme se tornasse bom ou ruim. Todavia, a obra se atém a segurança financeira do estúdio e oferece o mesmo de sempre e nada além do esperado.

 

Por Sergio Sbeghen

Liga da Justiça
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