Análise | O Homem de Aço

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‘Man of Steel’, dirigido por Zack Snyder, apresenta uma versão carismática do personagem icônico dos quadrinhos, mas sofre com os maiores esteriótipos dos Blockbusters.

Sinopse: Uma criança é salva de um planeta alienígena em colapso e é enviada para a Terra para viver entre humanos. Contudo, a paz é perturbada quando outros sobreviventes e seu planeta natal ameaçam a humanidade.

 

Trabalho de Roteiro

O filme escrito por David S. Goyer possui uma introdução acima da média, mesmo quando comparada com outros longa-metragens inspirados no Super-Homem. Afinal, seus primeiros minutos não apenas engajam a audiência com uma apresentação dinâmica de seus personagens, mas também faz seu trabalho para expandir o universo da obra, atribuindo-lhe profundidade.

Apesar disso, nos minutos seguintes à sequência inicial, o filme perde a maior parte de seu ritmo empolgante, e se prende a cenas repetitivas, que não fazem muito para avançar a trama. Isso ocorre principalmente porque são apresentadas cenas demais ilustrando os poderes que Clark Kent demonstrava possuir em sua infância. Assim, a película perde muito tempo, que poderia ser poupado ao otimizar sua escrita de roteiro.

Outro aspecto da obra que pode vir a incomodar alguns é sua verossimilhança. Na verdade, o problema está na falta dela, já que o filme cria algumas situações pouco críveis, apenas com o propósito de revelar mais uma vez o poderio do herói. Felizmente, esse não é um problema de proporção acima da média, tendo em vista que trata-se de um acontecimento comum a diversos filmes de origem.

Além dessas questões, existe a problemática advinda da falta de uma emoção dominante na obra. Deve-se dizer, há praticamente nenhuma emoção forte causada pela película. Ou seja, o filme falha em se aprofundar em um possível drama familiar, em um romance impactante ou em uma ação irrigada de adrenalina. Ao contrário, ‘O Homem de Aço’ se atém a um marasmo cansativo.

o homem de aço
Warner Bros/Man of Steel/Divulgação

 

Atributos técnicos

Mesmo sem que atinjam a perfeição, deve-se elogiar as atuações de ‘O Homem de Aço’. Afinal de contas, é graças a elas que uma obra sem grande teor de diversão e emoção se torna digerível. Também é por causa delas que tanto o protagonista quanto seus coadjuvantes se tornam minimamente interessantes.

Por outro lado, há mérito na produção. Destaca-se no filme o trabalho de CGI, que passa credibilidade à audiência por ser convincente. Esse positivo aspecto da obra é intensificado ainda pela direção de fotografia, que auxilia em diversos momentos na criação de um contexto visual adequado para os efeitos especiais.

o homem de aço
Warner Bros/Man of Steel/Divulgação

 

Considerações Finais

Em um cenário ideal, relançamentos; ramakes e reboots de obras aclamadas devem reimaginar ou agregar valor à criação original. Por vezes, uma releitura pode ocorrer para atualizar o trabalho que a antecedeu. Todavia, esse não parece ser o caso de ‘Man of Steel’. Ou seja, o filme acaba por não ser capaz de reavaliar seus antecessores de maneira memorável.

 

Por Sergio Sbeghen

o homem de aço
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